domingo, 17 de outubro de 2010

Eleições 2010: a lição e o demo

Numa coisa as más línguas tem razão na crítica ao Governo Lula: o PT não tinha o direito de banalizar a corrupção. Pois, a cúpula envolvida em escândalos manchou o nome do Partido, que não dissociava Política e Ética. 
Por causa disso, militantes que fundaram a legenda nas diversas regiões do País, e que almejavam uma eleição desde quando elegemos Lula, tiveram  o seu futuro político frustrado nas urnas, devido à própria vinculação com o PT. 
Curiosamente, este assunto não é o mais explorado pelos demos e psdbistas na oposição, visto que eles mesmos ao povo ensinaram que "no poder todos roubam". No entanto, o demo ainda tenta o povo, roubando-lhe a boa fé, valendo-se da ignorância popular, que não percebe a contradição ao discurso republicano que eles dizem defender constitucionalmente: um Estado laico, separado de qualquer religião; para não incorrer no mesmo condenável atraso das teocracias orientais.
Se apesar de tudo eles retornarem tão cedo ao poder, resta o consolo de que o povo roubado perceberá a diferença entre os dois tipos de governo: quem governa para o usufruto de que tipo de gente; quem governa para acrescer o bolo dos ricos, sem nada acrescer ao País, e quem governa para repartir o pão entre os pobres, dando dignidade aos brasileiros. Só a cegueira do preconceito não percebe que ao repartir a riqueza com os que nunca a tiveram, ela retornou para os que dela já dispunham. E isso fez o Brasil crescer resistente à prova da crise mundial, cujos efeitos ainda perturbam os países mais ricos. E também fez o Brasil reapresentar-se no mundo, não como pedinte, mas de cabeça erguida, com soberania, inclusive na assistência à paz. 
Entretanto, quantos milhares de brasileiros ainda sofrerão fome (e sede de justiça) e por quanto tempo, para que alguns ditos "escolhidos" elitizem a democracia pelo poder de consumo? Quem primeiro aprenderá a lição: o PT, os demos (DEM, PFL, PDS, UDN) ou o povo? E a que custo: social, político ou humano?

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