segunda-feira, 29 de novembro de 2010

Campanha Contra o Cartel dos Combustíveis

Hoje recebi uma mensagem que me chamou atenção, sobre uma pretensa campanha contra o abuso no preço de combustíveis: durante "outubro, novembro e dezembro não se abastecer em postos da distribuidora Petrobras", uma vez que seus lucros exorbitantes e os impostos do governo estariam causando abusos de preço da gasolina, a R$ 2,67.

A ideia até parece interessante, porém assenta-se sobre 2 falhas graves:

1ª) A culpa desses preços abusivos no combustível (R$ 2,67) não pode ser atribuída a "a GANÂNCIA do Governo com seus impostos e a busca desenfreada dos lucros exorbitantes da nossa querida e estimada estatal brasileira". Simplesmente porque em João Pessoa, a gasolina custa apenas de R$ 2,29 a R$ 2,45 (aditivada, paga no cartão de crédito). E o governo é o mesmo, os impostos são os mesmos e a Petrobras é a mesma. E na Paraíba nem existe petróleo nem refinaria da Petrobras. Coisa que existe, por exemplo, no Rio Grande do Norte, em Pernambuco e na Bahia, onde o combustível chega até a R$ 2,80.

Ocorre que lá em João Pessoa existe um Ministério Público ATUANTE, que não permite o cartel nem os abusos; como fez em plena véspera de feriadão, autuando alguns postos que descabidamente exageraram no preço. Pela REAÇÃO do MP e Procon, no dia seguinte os preços voltaram ao normal. E nunca mais os cartelistas ousaram repetir o intento.

2ª falha: por que agir por exclusão apenas dos postos BR? Por que não fazer o contrário? Escolhem-se 2 bandeiras para abastecer e se excluem as demais? Duas bandeiras, para garantir opção, enquanto todas as outras sofrem o prejuízo, sem saber quando serão sorteadas. Nesses termos, segue-se um rodízio a cada semana, enquanto as demais permanecem aguardando a sorte ou então reduzem seus preços.  
Pois, foi assim que o MP e o Procon em João Pessoa comandaram uma campanha de SUCESSO. Por isso, atualmente lá não se encontra mais tal abuso.

Devido a essas duas falhas, a campanha proposta não merece crédito, por não ser confiável. Pois, acusar o governo e a Petrobras de responsabilidade nesse abuso de preço de combustíveis, não parece ser por ignorância de que existem lugares no Brasil, sob os mesmos impostos e que sequer extraem ou refinam petróleo, onde o preço nem se compara a tal abuso. Se fosse por ignorância, seria perdoável. Porém, parece ser por má fé. 
Tanto que propõe uma campanha parecida com a que realmente funcionou, mas a propõe, injustamente, às avessas.
Desconsideram que fazendo assim, não atingirão o governo, tampouco a Petrobras, que vende a todas as distribuidoras. Prejudicarão apenas aos donos de postos, que compram pelo mesmo preço que os demais.
O que ganharia com isso quem a propõe? Quem estaria por trás de tal campanha?
Sinceramente, não sei. Mas está muito parecido com todas aquelas mensagens terroristas anti-Lula e anti-Dilma, durante as eleições

Dá para acreditar que o terrorismo de direita limitou-se à campanha eleitoral?

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